Administração

Alvarenga comemora 54 anos de Emancipação Política

A população desfrutou logo pela manhã de hoje (01), dos atos solenes em comemoração dos 54 anos de Emancipação Política do município.

A programação de hoje (01), começou às 9 horas com o hasteamento das bandeiras feito pelo o prefeito Diocélio, a vice Maria Fátima e Sargento Marcos.

Logo após, o funcionário público Sebastião Silva, abençoou em oração a cidade pelo seu aniversário.

O presidente da Câmara, vereador Moacir Soares,  falou ao público presente. Reforçando o compromisso do Poder Legislativo de Alvarenga para com seu povo. Em seguida teve o pronunciamento da vice prefeita Maria Fátima contando um pouco da história de Alvarenga e o prefeito Diocélio reforçando o compromisso do Poder Executivo com cada família alvarenguense.

Mateus Henrique de Oliveira aluno da professora Maura Lúcia da Fonseca da Escola Municipal João Francisco da Cunha (Anexa) recitou um poema em comemoração aos 54 anos de Alvarenga, poema este de sua autoria.

Várias autoridades do município estiveram presentes. Após a solenidade, foi cantado parabéns para a cidade e distribuído bolo e refrigerante em comemoração aos 54 anos.

Conheça um pouco da história de Alvarenga:

O desbravamento da região do atual município de Alvarenga tem início na segunda metade do século XVII, tendo se intensificado após a descoberta de ouro no futuro povoado de Cuieté (atual município de Conselheiro Pena) pelo bandeirante paulista Antônio Rodrigues Arzão. O local até então era habitado exclusivamente pelos índios Botocudos e os primeiros exploradores chegaram ao lugar através do Rio Manhuaçu, adentrando seus afluentes à procura do metal, cuja exploração legal seria possível somente na década de 1740, após autorização do Conde de Bobadela. Em 1745, a região da atual cidade foi desbravada e habitada pelo paulista José Pereira de Alvarenga, o que deu identidade à localidade, batizada algum tempo depois de Ribeirão do Alvarenga.

Durante décadas os indígenas foram exterminados pelos colonizadores, que tinham objetivo de dominar as terras. Os índios que sobreviviam eram catequizados e civilizados, sendo que no começo do século XIX restavam poucos representantes da etnia, a maioria servindo como mão de obra das fazendas existentes nas redondezas. Ribeirão do Alvarenga estava situado no caminho da estrada ligando Vila Rica — atual Ouro Preto, então capital da Província de Minas Gerais — a Cuieté, visando ao transporte do ouro, que viria a se esgotar após 1780.

Na década de 1830, passou pela região uma caravana que abria caminho pela mata. O grupo seguiu viagem, porém afixaram-se no lugar João de Barros e sua filha Maria Florinda dos Prazeres, conhecida como Maria Guanhães, de apenas 11 anos de idade, que ergueram uma capela e deram início à formação do arraial. Nos anos seguintes vieram outros pioneiros, dando sequência ao povoamento da região, e na década de 1850, a posse das terras foi dada aos irmãos, Tristão Cristiano de Vasconcelos e Basílio Rodrigues de Vasconcelos. O acesso a outras regiões mineiras foi facilitado após a abertura de uma estrada ligando Cuieté a Ponte Nova, passando por Alvarenga, com objetivo de conectar a região a outra estrada que partia de Ouro Preto a Vitória (cujo trecho daria origem à BR-262).

As terras continuaram a ser repartidas e vendidas, favorecendo a formação de novos núcleos habitacionais, que se desenvolveram em função das terras férteis e propícias ao cultivo do café. Pelo decreto de 10 de abril de 1880 foi criado o distrito, denominado Floresta e subordinado a Caratinga, passando a fazer parte do município de Itanhomi pela lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, e posteriormente de Conselheiro Pena pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938. Pelo decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o distrito passou a ter seu nome atual (Alvarenga), sendo emancipado pela lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, e instalado em 1º de março de 1963.

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